Entende-se por mestre aquela pessoa que influencia de maneira decisiva a vida de outra, seja profissional ou pessoalmente. Quando encontramos um mestre, às vezes, não imaginamos que o seja ou não damos o valor que ele tem até que algo acontece e começamos a admirá-lo e até mesmo segui-lo, copiando seus passos, às vezes até os errados, aprendendo ou não com esses acertos e erros. Durante minha vida tradutória tive padrinhos e madrinhas, como chamo as pessoas que muito ajudaram com sua generosidade intrínseca ou seu trabalho incansável em defesa do profissional de tradução ou da qualidade das traduções. Não vou nomeá-las, pois posso esquecer de alguma delas e não iria me perdoar por isso, mesmo os mestres "negativos", ou seja, aqueles que ensinam muito com atos que não nos favorecem de chofre ou não nos favorecem nunca (esses, infelizmente, são os mais comuns).
Tive padrinhos das artes tradutórias em diversos níveis: no vocabulário e na sua escolha minuciosa, na tecnologia e na modernização da tradução, em outros idiomas nos quais me aventurei e até mesmo aqueles que, ao corrigir meu trabalho, trocavam seis por meia dúzia para que eu sempre estivesse alerta quanto às minhas escolhas. Padrinhos no idioma português e na escrita. No estilo e elegância. Na técnica apurada e na reciclagem de meus conhecimentos. Na consciência de abominar traduções plagiadas e vituperadas. Isso me tornou um profissional mais atento e curioso, aspectos essenciais a qualquer tradutor (quase tão importante quanto o domínio dos idioma de chegada e do idioma de partida).
Essa é minha pequena homenagem aos meus queridos padrinhos e madrinhas tradutórios, a quem devo essa caminhada de pouco mais de dez anos.
2 pitacos:
Grande iniciativa, amigo. Este blogue tem tudo prá bombar na blogosfera, trazendo assuntos de interesse da sua categoria profissional. Parabéns e....mão à obra!
que legal, petê, parabéns, e haja tarefa!
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