(A torre de Babel, de Pieter Brueghel, o Velho, 1563)
As pessoas em geral não conhecem o ofício da tradução, pois para olhos leigos não é uma coisa muito fácil de se definir, apesar de todos usufruírem de nosso trabalho em seu dia-a-dia. Ontem tive uma prova disso quando conversei com um rapaz do curso de inglês que faço, enumerando para ele alguns dos diversos tipos de tradução existentes, comentando sobre público alvo e constatando que não temos uma regulamentação nem um órgão de representação forte como de outras profissões. Ele me olhava com atenção de aluno, interessado numa questão para muitos nebulosa, que é a tradução como profissão.
"Vive-se disso?" lia em seus olhos e quase respondi ao sugestionado pelo olhar com "sim, até que muito bem por sinal".
Em geral, as pessoas imaginam que nossa profissão se resume à tradução de literatura e o mercado diz exatamente o contrário: é pequena a parcela de tradutores que se aventuram na literatura e na tradução editorial. A massa tradutória se concentra nas traduções mais técnicas, das mais diversas áreas: jurídica, finanças, marketing, engenharias, ciências, tecnologia da informação e por aí vai.
Também não sabem o que fazemos quando ficamos horas grudados na frente de uma tela, coçando a cabeça e resmungando palavras ininteligíveis em outro idioma: é um trabalho extenuante, que costuma exigir imensa capacidade intelectual. Ao mesmo tempo, é extremamente prazeroso chegar ao final daquele parágrafo intrincado com a certeza de que o recado foi dado. Nem quando lemos um documento que logo mais teremos que ler novamente para traduzir: quando temos tempo, ler o que se vai traduzir antes para anotar as dificuldades, mapear o terreno quanto a expressões idiomáticas e outras idiossincrasias linguísticas e se familiarizar com a linguagem e o direcionamento a um determinado público são ações que facilitam o trabalho posterior de tradução. Infelizmente, não é sempre que temos esse precioso tempo disponível (e quando o temos, em geral, encaixamos mais uma traduçãozinha para relaxar).
Como toda profissão, precisa da paixão sempre acesa, um amor imenso pelos idiomas de trabalho, um carinho especial com cada texto e uma amizade sempre respeitosa com o cliente, mesmo que ele não saiba que o consideramos um grande amigo. Há muito mais o que falar sobre a arte e essa será a missão deste blogue: falar sobre tradução e tudo que envolve esse ofício-arte
Também não sabem o que fazemos quando ficamos horas grudados na frente de uma tela, coçando a cabeça e resmungando palavras ininteligíveis em outro idioma: é um trabalho extenuante, que costuma exigir imensa capacidade intelectual. Ao mesmo tempo, é extremamente prazeroso chegar ao final daquele parágrafo intrincado com a certeza de que o recado foi dado. Nem quando lemos um documento que logo mais teremos que ler novamente para traduzir: quando temos tempo, ler o que se vai traduzir antes para anotar as dificuldades, mapear o terreno quanto a expressões idiomáticas e outras idiossincrasias linguísticas e se familiarizar com a linguagem e o direcionamento a um determinado público são ações que facilitam o trabalho posterior de tradução. Infelizmente, não é sempre que temos esse precioso tempo disponível (e quando o temos, em geral, encaixamos mais uma traduçãozinha para relaxar).
Como toda profissão, precisa da paixão sempre acesa, um amor imenso pelos idiomas de trabalho, um carinho especial com cada texto e uma amizade sempre respeitosa com o cliente, mesmo que ele não saiba que o consideramos um grande amigo. Há muito mais o que falar sobre a arte e essa será a missão deste blogue: falar sobre tradução e tudo que envolve esse ofício-arte
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